FORTALEZA LOS ANGELES: A militarização do espaço urbano

Mike Davis * “Bem-vindo à Los Angeles pós-liberal, onde a defesa do luxo gerou um arsenal de sistemas de segurança e uma obsessão pela vigilância das fronteiras sociais através da arquitetura.

 

O artigo a seguir, do escritor norte-americano Mike Davis, foi a primeira interpretação sistemática do processo de “militarização do espaço urbano” – expressão que ele mesmo criou. Publicado em 1992, o texto faz uma síntese de reflexões que apareceram em seguida na obra Beyond Blade Runner: Urban Control, The Ecology of Fear (publicada no Brasil com o título Ecologia do Medo). Trata-se de uma análise da reconfiguração urbana de Los Angeles em resposta à “Segunda Guerra Civil”, isto é, os distúrbios, manifestações e conflitos que ocorreram naquela cidade durante a segunda metade da década de 1960. As tensões raciais crescentes, a pobreza aprofundada e a repressão aos indesejáveis passou a exigir uma nova organização espacial, que se manifesta tanto na progressiva destruição dos espaços públicos quanto nos espaços privados — a própria arquitetura passa a ser dirigida pela função social repressiva. A importância da abordagem seria demonstrada logo a seguir, quando Los Angeles atravessou uma nova rebelião entre abril e maio de 1992, depois da polícia espancar o taxista negro Rodney King e produzir uma onda de manifestações, saques, incêndios e conflitos que terminaram com a ocupação da cidade pela Guarda Nacional e Fuzileiros Navais, assim como dezenas de mortos. Recentemente, imagens de um bairro central de Los Angeles, Skid Row, ganharam o mundo ao mostrar a miséria espalhada por dezenas de quarteirões ocupados pela população sem-teto. Neste texto, Davis já apontava o Skid Row como uma das áreas de confinamento policial dos descartados pelo “sonho americano”.

Maurilio L. Botelho

 

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Soldados nas ruas de Los Angeles durante a revolta de 1992

FORTALEZA LOS ANGELES

A militarização do espaço urbano

Mike Davis *

 

A cidade se arrepia de medo. Nos gramados cuidadosamente podados do Westside brotam pequenos letreiros proféticos que ameaçam: “RESPOSTA ARMADA!”. Os bairros mais ricos dos desfiladeiros e das colinas se escondem com medo atrás dos muros vigiados por guardas particulares, pistola nas mãos, e por sistemas de vigilância eletrônica de tecnologia de ponta. No centro da cidade, um “renascimento urbano” subvencionado por recursos públicos tem construído uma ofensiva cidadela corporativa, separada dos bairros pobres que a cercam por meio de muralhas e fossos. Por sua vez, alguns desses bairros — com predominância de negros e hispânicos — foram cerrados pela polícia com barricadas e pontos de vigilância. Em Hollywood, o arquiteto Frank Gehry capturou a aparência de um estado de sítio em uma biblioteca que parece um forte da Legião Estrangeira. Em Watts, o promotor imobiliário Alexander Haagen se tornou um pioneiro graças a um centro comercial de absoluta segurança, um panóptico dos dias atuais, uma prisão do consumismo rodeado por cercas feitas com estacas de aço e detectores de movimentos, que é continuamente observada por um posto de vigilância localizado em uma torre central. Ao mesmo tempo, no centro da cidade há uma estrutura espetacular que os turistas costumam confundir com um hotel, mas que na verdade é uma nova prisão federal.

     Bem-vindo à Los Angeles pós-liberal, onde a defesa do luxo gerou um arsenal de sistemas de segurança e uma obsessão pela vigilância das fronteiras sociais através da arquitetura. Esta militarização da vida da cidade é cada vez mais manifesta em todos os lugares que foram construídos durante os anos noventa. Entretanto, a teoria urbana contemporânea permanece estranhamente silenciosa sobre o que tudo isso implica. É verdade que o caráter pós-apocalíptico dos filmes de Hollywood e da ficção científica barata têm sido mais realistas — e mais politicamente sensíveis — em sua representação do endurecimento da paisagem urbana. Certas imagens dos centros degradados das cidades que parecem prisões (Fuga de Nova York, O sobrevivente), esquadrões assassinos da polícia de alta tecnologia (Blade Runner), arranha-céus sensíveis (Duro de Matar) e guerrilhas nas ruas (Colors), não são meras fantasias e sim extrapolações dos tempos atuais.

     Essas mordazes visões distópicas demonstram até que ponto a obsessão pela segurança substituiu as esperanças de reforma urbana e integração social. As terríveis previsões da Comissão Nacional Sobre as Causas e Prevenção da Violência, criada em 1969 por Richard Nixon, tragicamente foram cumpridas com a polarização social de Reagan.[1] Na atualidade, vivemos realmente na “cidade-fortaleza”, brutalmente subdivididas em opulentas “celas fortificadas” e “lugares do terror”, onde a polícia luta contra os pobres criminalizados. A “Segunda Guerra Civil”, que começou nos longos e quentes verões do fim dos anos 1960, foi institucionalizada na própria estrutura do espaço urbano. As velhas tentativas liberais de controle social, que tentaram equilibrar a repressão por meio de reformas, foram superadas por um estado de guerra socialmente aberto, que confronta os interesses da classe média com o bem-estar dos pobres urbanos. Em cidades como Los Angeles, localizadas no limite crítico do pós-modernismo, a arquitetura e o aparato policial foram fundidos num nível sem precedentes.

A destruição do espaço público

A conseqüência mais difundida desta cruzada para tornar a cidade segura é a destruição de qualquer espaço urbano verdadeiramente democrático. A cidade americana sistematicamente se volta para o seu interior. Os espaços “públicos” das novas megaestruturas e supercentros comerciais suplantaram as ruas tradicionais e impuseram disciplina à sua espontaneidade. Dentro dos centros comerciais, escritórios e complexos culturais, as atividades públicas são realizadas em compartimentos estritamente funcionais, sob os olhos das forças policiais privadas. Esta privatização arquitetônica da dimensão física da esfera pública é complementada por uma reestruturação paralela do espaço eletrônico. Um banco de dados fortemente monitorado, que pode ser acessado após o pagamento e com serviços a cabo por assinatura, assumiu o controle da Ágora invisível. Em Los Angeles, por exemplo, o gueto não é apenas definido por sua escassez de parques e atrações públicas, mas também pelo fato de não estar conectado a nenhum dos principais circuitos-chave de informação. Em contraste, o opulento Westside está conectado — muitas vezes com financiamento público — a densas redes de meios educacionais e culturais.

     Quaisquer que sejam suas duas aparências, arquitetônica ou eletrônica, essa polarização é um sinal do declínio do liberalismo urbano e, junto com ele, o fim do que poderia ser chamado de “visão olmstediana” do espaço público americano. Frederick Law Olmsted, o pai do Central Park, concebeu paisagens e parques públicos como válvulas de segurança social, misturando classes sociais e etnias em recreações e prazeres (burgueses) comuns. “Ninguém que tenha observado o comportamento de pessoas que visitam Central Park, escreveu, “vai duvidar que o parque exerce uma clara influência de harmonia e educação sobre as classes mais infelizes e indefesas da cidade, uma influência que favorece a cortesia, o auto-controle e a polidez”.[2]

     Esse ideal reformista de espaço público como um atenuador da luta de classes é agora tão obsoleto quanto a panaceia do emprego para todos de Roosevelt ou o Decreto de Direitos Econômicos. Quanto à mistura de classes sociais, a América urbana contemporânea é mais parecida com a Inglaterra vitoriana do que a Nova York de Walt Whitman ou de Fiorello La Guardia. Em Los Angeles — que já foi um paraíso de praias gratuitas, parques de luxo e “avenidas de curtição” [cruising strips] — o espaço genuinamente democrático foi praticamente eliminado. Os templos do prazer elitista do Westside dependem da prisão social de um proletariado de serviço do Terceiro Mundo, localizado em guetos e bairros cada vez mais repressivos. Em uma cidade com vários milhões de imigrantes (onde crianças com sobrenomes de origem espanhola representam quase dois terços da população escolar), os serviços públicos são drasticamente reduzidos, bibliotecas e parques infantis são fechados, os parques caem em abandono e as ruas se tornam cada vez mais desoladas e perigosas.

     Aqui, como em outras cidades americanas, a política municipal tem se baseado na ofensiva por segurança e na demanda da classe média para aumentar seu isolamento espacial e social. Os impostos anteriormente destinados a espaços públicos tradicionais e instalações de lazer foram desviados para subsidiar projetos de redesenvolvimento corporativo. Os governos dóceis das cidades — no caso de Los Angeles um governo que, ironicamente, diz representar um coalização liberal birracial – têm contribuído para a privatização do espaço público e subvenção de novos enclaves exclusivistas (chamados benevolentemente de “aldeias urbanas”)[3]. A linguagem exaltante que é freqüentemente usada para descrever a cidade contemporânea de Los Angeles — “renascimento urbano”, “cidade do futuro” e outras expressões na mesma linha — nada mais é do que uma ilusão triunfante sobreposta à brutalização dos bairros degradados do centro e de algumas divisões de classe e raça que permanecem nitidamente representadas no ambiente construído. A forma urbana obedece à função repressiva. Los Angeles, como sempre na vanguarda, é um exemplo especialmente perturbador das relações emergentes entre a arquitetura urbana e o estado policial.

[…]

Ruas hostis

Esta blindagem estratégica da cidade contra os pobres é especialmente evidente na rua. Em seu famoso estudo sobre “a vida social em pequenos espaços urbanos”, Willlam Whyte afirma que a qualidade de qualquer ambiente urbano pode ser medida, acima de tudo, na criação de lugares bem localizados e confortáveis ​​onde o transeunte possa se sentar. Este princípio tem sido entusiasticamente aplicado pelos criadores dos terrenos corporativos de Bunker Hill e das “aldeias urbanas” adjacentes. No marco da política de subvenções municipais para a colonização residencial do centro urbano pelos funcionários de escritório e executivos, dezenas de milhões de receitas tributárias foram investidas na criação de atrativos ambientes “suavizados” nas áreas mais favorecidas. Os planejadores previram uma sequência de praças opulentas, fontes, arte pública, arbustos exóticos e mobiliário urbano confortáveis ​​ao longo de uma caminhada de dez quarteirões de Bunker Hill até South Park. Os folhetos vendem essa “habitabilidade” por meio de representações idílicas de funcionários de escritórios e turistas endinheirados que bebem cappuccinos e ouvem concertos gratuitos de jazz nos jardins dos terraços do California Plaza e do Grand Hope Park.

     Em contraste, a poucos quarteirões de distância, a Prefeitura se esforça persistentemente em tornar as ruas menos habitáveis ​​para os pobres e para os desabrigados. A presença constante de milhares de pessoas nas ruas às margens da Bunker Hill e Civic Center mancha a concepção de casas construídas no centro da cidade e trai a ilusão de um “renascimento” urbano, tão laboriosamente construído. A municipalidade respondeu com sua própria versão de um estado de guerra de baixa intensidade.

     Embora os responsáveis ​​do município proponham periodicamente planos para a remoção em massa dos indigentes – deportando-os para uma fazenda para pobres nas proximidades do deserto, em acampamentos nas montanhas ou mesmo aprisionando-os em balsas abandonadas no píer —, essas “soluções finais” foram travadas pelo medo, por parte do Conselho, de que desloquem os sem-tetos de seus distritos. Como alternativa, a cidade, adotando conscientemente a linguagem da guerra fria, tem promovido a “contenção” (este é o termo oficial) dos sem-teto na área mais crítica e marginal conhecida como Skid Row, ao largo da Fifth Street, convertendo sistematicamente o bairro em um abrigo para indigentes ao ar livre. No entanto, essa estratégia de contenção não faz mais do que reproduzir o ciclo vicioso de suas próprias contradições. A política oficial de concentrar os desesperados e inválidos em um espaço tão reduzido, e o fato de que lhe sejam negadas moradias adequadas, colocou Skid Row provavelmente entre os dez quarteirões mais perigosos do mundo. Em Skid Row, cada noite é sexta-feira 13, e não é surpreendente que muitos moradores de rua tentem fugir da área a qualquer preço, em busca de lugares mais seguros em outras partes do centro urbano. A resposta da cidade foi apertar o nó através da intimidação policial, e também através de meios engenhosos de dissuasão pelo design.

     Entre esses elementos dissuasivos, um dos mais simples e maléficos é o novo banco de paradas de ônibus na forma de um barril do Rapid Transit District, que oferece uma superfície mínima para se sentar de forma desconfortável, de modo que é impossível dormir nele. Esses bancos “à prova de vagabundos” estão começando a ser instalados na periferia do Skid Row. Outra invenção é a distribuição agressiva, em toda a área, de sprinklers externos. Há alguns anos, o Conselho da Cidade construiu um parque em Skid Row. A fim de garantir que não fosse usado para acampar à noite, foram instalados sprinklers elevados para encharcar de surpresa os que dormiam, que funcionavam toda a noite em intervalos diferentes. O sistema foi imediatamente copiado pelos comerciantes locais para afugentar os sem-tetos das calçadas (públicas) em frente às lojas. Ao mesmo tempo, os restaurantes e mercados do centro urbano construíram barrocos recintos para proteger seu lixo dos sem-tetos. Enquanto em Los Angeles ninguém ainda havia proposto cianeto no lixo, como sugerido em Phoenix, há alguns anos, um popular restaurante de frutos do mar gastou 12.000 dólares para construir a última palavra em latas de lixo à prova de indigentes: barras de aço de 3/4 de polegada, com cadeados de liga leve e barras pontudas perversamente curvadas para proteger as cabeças podres dos peixes e as rançosas batatas fritas.

     No entanto, a autêntica frente de guerra da cidade  contra os sem-teto são os lavatórios públicos. Como estratégia política deliberada, Los Angeles tem menos banheiros públicos do que qualquer outra grande cidade americana. Seguindo os conselhos da polícia, que agora está representada na “junta de projeto” de pelo menos um grande empreendimento do centro da cidade, a agência que dirige a reurbanização eliminou os escassos banheiros públicos que restavam no Skid Row. Os planejadores da agência pensaram na possibilidade de incluir alguns “sanitários públicos de uso livre no projeto de desenvolvimento residencial de luxo de South Park. Posteriormente, o presidente da agência, Jim Wood, admitiu que a decisão de não construir estes banheiros foi uma decisão política. A agência preferia a alternativa de “sanitários semi-públicos” — em restaurantes, galerias de arte e edifícios de escritórios — que podiam estar seletivamente a disposição para turistas e pessoal dos escritórios, e proibidos aos vagabundos e outras pessoas inadequadas. Esta mesma lógica levou os planejadores de Los Angeles a não incluírem banheiros públicos na concepção da nova rede de metrô.[4]

     Além de ser desprovido de banheiros públicos, o território pobre ou o centro urbano que fica a leste da Hill Street também carece de fontes de água ao ar livre para beber ou se refrescar. Na atualidade, um fato comum e preocupante é que muitos “sem-tetos” — principalmente jovens refugiados de El Salvador – se lavam, nadam e até mesmo bebem as águas residuais que fluem através do canal de concreto do rio Los Angeles, no limite leste do centro urbano. O Departamento de Saúde Pública da Câmara Municipal não se deu ao trabalho de colocar sinais de alerta em espanhol ou instalar fontes alternativas de água limpa.

     Em zonas onde os profissionais do centro urbano têm de cruzar com os sem-teto ou com os trabalhadores mais humildes — como a área gentrificada da Broadway, justo ao sul do Civic Center —, muitas precauções foram tomadas para garantir a separação física entre classes distintas. Por exemplo, a agência de reurbanização apelou mais uma vez para a polícia para que lhes ajudassem a projetar uma “segurança avançada vinte e quatro horas por dia” nos dois novos edifícios de estacionamento para a sede do Los Angeles Times e o Ronald Reagan State Office Building. Em contraste com as ruas hostis exteriores, ambos edifícios de estacionamento contêm vários miniparques belamente projetados, e um deles tem ainda uma praça de alimentação, uma área de piquenique e exposição histórica. Ambas estruturas pretendem funcionar como um sistema de circulação que inspira confiança e que permite que os trabalhadores andem de seu escritório para o carro, ou do carro para a loja, sem se expor ao mínimo para a rua pública. Especialmente o Broadway Spring Center, que liga os dois eixos de gentrificação (o edifício Reagan e a proposta praça Grand Central), foi calorosamente elogiado pelos críticos de arquitetura, pelo fato de que incorpora aos estacionamentos espaços verdes e obras de arte. Mas também incorpora uma considerável dose de ameaça — guardas armados, portas com grades e câmeras de segurança onipresentes — a fim de intimidar os sem-teto e os pobres.

     A guerra fria nas ruas do centro urbano está em ascensão agora mais do que nunca. A polícia, pressionada pelos comerciantes e promotores, colocou um freio em todas as tentativas dos sem-teto e seus aliados de disporem de refúgios seguros ou acampamentos autogeridos. “Justiceville”, fundada pelo ativista sem-teto Ted Hayes, foi duramente dispersada. E quando seus habitantes tentaram refugiar-se em Venice Beach, foram presos por ordem de um membro do município (um ambientalista reconhecido) e voltaram a Skid Row. O breve experimento do Conselho da Cidade com os acampamentos legalizados — uma resposta relutante à série de mortes que, em 1987, foram provocadas pelo frio intenso do inverno — foi abruptamente suspenso após apenas quatro meses para a construção imediata de garagens. A política atual parece perversa, baseada na famosa ironia dos mesmos direitos dos ricos e dos pobres de dormir precariamente. Como explicado pelo ex-chefe da comissão de planejamento urbano, na Cidade dos Anjos não é contra a lei dormir na rua – “a não ser que seja construído qualquer tipo de abrigo de proteção”.[5] Para implementar essa proibição contra “habitações de papelão”, a polícia periodicamente arrasa tudo, destrói abrigos, confisca pertences e prende aqueles que resistem. Esta repressão cínica converteu a maioria dos desabrigados em beduínos urbanos. É possível vê-los por todo o centro urbano, arrastando os seus poucos e patéticos pertences em carrinhos roubados de supermercados, sempre correndo, sempre em movimento, encurralados entre a política oficial de contenção e a desumanidade das ruas do centro.

 

Notas:

[1] National Committtee on the Causes and Prevention of Violence, To Establish Justice, to Ensure Domestic Tranquiility (Final Report; Washington D.C., USGPO, 1969).

[2] Citado en John F. Kasson, Amusing the Million, (New York, Hill and Wang, 1978. pág. 15).

[3] Literatamente, “aldeias urbanas” (urban villages). Trata-se de um projeto de redesenvolvimento dos centros urbanos misturando atividades profissionais, comércio, moradia e lazer. O foco é criar um ambiente urbano de onde se pode alcançar o necessário ao cotidiano em poucos minutos de deslocamento. Evidentemente, trata-se de um projeto urbanístico de retomada de áreas centrais para oferecer serviços à classe média (N.T.)

[4] Tom Chorneau, “Quandary Over a Park Restroom”, en Downtown News, 25 de agosto de 1986.

[5] Ver: “Cold Snap’s Toll at 5 as Its Iciest Night Arrives”, en Los Angeles Times, 29 de dezembro de 1988.

Texto completo:

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