Hilde Radush, nascida em Altdamm (Alemanha) em 1903, foi uma comunista, ativista feminista, lesbica e antifascista. Foi presa pelo regime Nazista em 1933, e depois de liberada foi presa novamente e só solta no pós-guerra.
Após a Segunda Guerra Mundial, Radush militou no “Departamento para as pessoas vítimas do fascismo”.
Hilde Radush, em 1922 ingressou ao grupo “Jovens Comunistas”. Já em 1924 liderou a “Associação de Mulheres e Meninas Vermelhas de Berlim”, escrevendo diversos artigos para o jornal do movimento chamado “Die Frauenwacht “( ” Relógio feminino “ ). No mesmo ano ingressou para o Partido Comunista Alemão, se tornando vereadora entre os anos de 1929 à 1932.
Em 1931, Radusch juntou-se ao sindicato alternativo “especial” dos trabalhadores postais do Partido Comunista. Após esse período, Hilde foi enviada para moscou para representar o Partido Comunista Alemão.
Nos anos 1970, Radusch aderiu a “nova onda” do feminismo que estava surgindo. Nesta epoca foi cofundadora do L74, um grupo berlinense e se tornou editora do “Our Little Newspaper” ( “Unserer Kleinen Zeitung” / UKZ), descrito como o primeiro jornal lésbico após a Segunda Guerra Mundial. Alguns anos depois, ela também foi co-fundadora do “Centro de Pesquisa, Educação e Informação das Mulheres”
Em 2012, um memorial foi montado na esquina da Eisenacher Straße ( Eisenach Street ) e Winterfeldtstraße ( Winterfeld Street ), consistindo em três tabuletas dedicadas a ela. É o primeiro memorial público em Berlim em homenagem a uma vítima lésbica da perseguição nazista
Por Rodolpho Jordano Netto
Fonte:
Working Class History
