No dia 31 de março de 1964, tropas militares saíram de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro para derrubar o presidente João Goulart, Jango. O que os generais chamaram de “Revolução” foi, na verdade, um golpe de Estado que instaurou uma ditadura brutal no Brasil até 1985.

O contexto era de tensão: Jango propunha reformas de base, como a reforma agrária e maior controle sobre o capital estrangeiro, medidas que assustaram as elites e os militares, já influenciados pelo clima da Guerra Fria. Com apoio dos EUA, com o pretexto da ameaça comunista na América Latina, os golpistas justificaram a tomada do poder como a “salvação” do país.
O regime que se seguiu foi marcado por cassações políticas, censura, prisões arbitrárias e tortura, assassinatos. O AI-5, em 1968, aprofundou a repressão, suspendendo direitos constitucionais e dando carta-branca para perseguir opositores à Ditadura. Oficialmente, a ditadura deixou 434 mortos e desaparecidos, mas estimativas sugerem números exponencialmente maiores. Enquanto o governo propagandeava o “milagre econômico” dos anos 1970, a desigualdade social aumentava e a dívida externa disparava.
Hoje, o 31 de março é uma data para reflexão. Enquanto setores da sociedade ainda tentam minimizar os crimes da ditadura, chamando o golpe de “necessário”, documentos e relatórios como os da Comissão Nacional da Verdade comprovam as violações sistemáticas de direitos humanos cometidas pelo Estado. Lembrar esse passado não é revanchismo – é uma forma de garantir que a democracia, conquistada com tanto esforço, nunca mais seja ameaçada.
Lembrar para não repetir! Sem anistia para os golpistas!
A Consequência já publicou diversos títulos que abordam esse período obscuro no Brasil. Confira aqui: https://www.consequenciaeditora.net.br/consulta.php?palavra=ditadura
