
Os Correios estão sob ataque. Desde 2022, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos enfrenta uma crise profunda, mas reduzir sua existência a números financeiros é ignorar seu papel vital na nação.
Mais do que uma empresa de entregas, os Correios são um pilar da integração nacional. Como bem aponta Igor Venceslau (USP) em sua obra Correios, logística e usos do território brasileiro (Consequência Editora, 2021), a empresa é fundamental para unir o território brasileiro, levando serviços e conexão até os rincões onde a iniciativa privada não vê lucro.
E é justamente nesse momento de fragilidade que a ameaça da privatização se intensifica. O discurso neoliberal, focado apenas no lucro, busca desmantelar uma instituição cujo valor não pode ser medido por essa lente.
A verdadeira eficiência dos Correios se revela em serviços essenciais que sustentam o país: da distribuição de vacinas que salvam vidas à entrega de livros didáticos que educam nosso futuro; da logística complexa do ENEM e das eleições à garantia de que uma encomenda chegará a qualquer CEP, por mais distante que seja.
Diante de tudo isso, a pergunta que fica é: podemos abrir mão de um patrimônio estratégico do povo brasileiro?
Agora, mais do que nunca, é hora de defender os Correios!

