Homenagem de Rogério Haesbaert (UFF)
Publicado Journal of Latin American Geography – Volume 23, Number 1, May 2024 – University of Texas Press
No último dia 6 de setembro a geografia brasileira e latino-americana perdeu um de seus maiores representantes, aquele que pode ser considerado seu maior geógrafo da ação—ou geógrafo ativista, que tinha na luta por terra/território, junto aos movimentos sociais e aos grupos subalternizados, a sua grande paixão. Carlos Walter Porto-Gonçalves, nascido em uma família operária no subúrbio do Rio de Janeiro em 1944, era professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense desde 1987 e faleceu em Florianópolis, onde nos últimos dois anos foi professor visitante na Universidade Federal de Santa Catarina.
Carlos nos deixa um enorme legado, não apenas entre xs tantxs estudantes que orientou ou pelas obras que escreveu, mas sobretudo através do que aprendeu e ensinou junto ao ativismo social, revelado nos movimentos que agora lhe prestam homenagem: os Povos da Floresta (em especial os seringueiros), os Povos do Cerrado, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, a Via Campesina, o Movimento dos Pequenos Agricultores, o Movimento pela Soberania Popular na Mineração, a Comissão Pastoral da Terra, diversos povos indígenas (em mensagens como a do líder Ailton Krenak), entre outros. O amplo leque de sua projeção política incluiu também manifestações dos ministérios do Meio Ambiente (ministra Marina Silva) e do Desenvolvimento Agrário. A jornalista boliviana Karen Gil afirma que, apesar de todas as homenagens e prêmios que recebeu, o que melhor define Carlos Walter e algo de que ele próprio se orgulha “é o fato de ser filho de pais trabalhadores que, nas ruas, construíram uma vida digna, como a maior parte das pessoas comuns no Brasil” (Gil, 2017, tradução própria).
Pessoalmente, Carlos era um colega de departamento, com quem eu partilhava as salas de laboratórios de pesquisa, numa frequente troca de referências e saberes. Foi, assim, um grande parceiro de diálogo intelectual no cotidiano acadêmico ou em inúmeras bancas e eventos de que participamos e/ou que organizamos. Escrevemos um livro juntos (Haesbaert & Porto-Gonçalves, 2006) e foi dele a iniciativa de recomendar meu livro O Mito da Desterritorialização (Haesbaert, 2004) para Enrique Leff, no México, onde foi publicado pela Siglo XXI editores. Muito além de um companheiro de geografias e de lutas, Carlos era um grande e afetuoso amigo ou, como ele dizia em autógrafos que me dedicou em seus livros, um amigo-irmão. Ainda no nosso último encontro, em julho de 2023, quando, já debilitado, fui visitá-lo em Florianópolis, ele fez questão de lembrar o que denominava nossa complementaridade: ele, com sua aguda intuição e seu envolvimento ativista; eu, com minha disciplina de leituras e, em suas palavras, articulador de conceitos. No fundo, porém, o que vamos recordar sempre com enorme saudade são os momentos de intenso afeto partilhado, com ele e sua querida companheira Marcia, sua fonte de amor e apoio imprescindíveis.
Em seu Memorial para o concurso de professor titular, realizado em 2017 (ver Figura 2), revela que de sua graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (1969-1972) guardava lembranças da geografia conservadora e descritiva, com algumas exceções de descrições densas. Ressaltou, entretanto, a memória de uma antropóloga, Luigarde Cavalcanti, com quem manteve longa amizade, e quem lhe ensinou “um valor que levaria para o resto da vida”, o de que “a riqueza maior da humanidade é a sua diversidade e, com base nisso, a necessidade da crítica ao etnocentrismo e ao racismo”. Com Luigarde, diz ele, “aprendi a importância dessa luta, sem abdicar da crítica e da superação do capitalismo. Assim pude escapar, desde o início, do pós-modernismo e do multiculturalismo” (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 5). Apesar de Carlos ter sofrido outras influências que o estimularam para essa luta, ele recordava acima de tudo de Luigarde.
Seu forte vínculo com professores da chamada geografia física revelou-se na ênfase às questões ambientais que marcaram sua trajetória acadêmica. Em suas palavras, ele era um “geógrafo dedicado a temas sociais sempre de modo ambientalmente ancorado” (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 6). Atuou como bolsista de iniciação científica nas áreas de geomorfologia costeira e pedologia, ao lado do professor Valdemar Mendes, comunista, com quem percebeu mais de perto a violência da então vigente ditadura empresarial-militar (como ele denomina).
Marcante, também, para o início de sua formação crítica, foi o estágio que desenvolveu junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1970. Nesse estágio, conheceu um grande geógrafo, Orlando Valverde, de formação marxista, responsável por tê-lo levado “à paixão pela Amazônia, pelo Brasil e pela questão agrária” (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 6) e à leitura de Karl Kautsky. A partir daí começa a aproximação com grupos de esquerda, clandestinos, durante a ditadura, como a Liga Operária (1972-1978) que, apesar de pequena, teria influência nas lutas estudantis e operárias que dariam origem à Convergência Socialista (CS) e ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Seu papel na renovação do pensamento geográfico brasileiro, em busca de uma geografia crítica de bases marxistas, no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, foi fundamental, ao lado de geógrafos como Milton Santos (seu orientador de mestrado) e Ruy Moreira. Trata-se de um movimento que, segundo ele, inicialmente se articulou sem vínculos com o que ocorria no contexto europeu ou norte-americano. Tais vínculos se dariam somente depois, especialmente na interlocução com a obra de Milton Santos, que retornou do exterior e participou do III Encontro Nacional de Geógrafos realizado em 1978 na cidade de Fortaleza. Era o momento da “abertura lenta, gradual e segura” do governo militar, nas palavras do então presidente Ernesto Geisel.1 Deve ser destacada, igualmente, a participação de Carlos Walter, inclusive como um dos organizadores, no IV Encontro Nacional de Geógrafos de 1980, na PUC-Rio (onde permaneceu como professor de 1976 a 1987), com um núcleo acadêmico de resistência à ditadura. Segundo ele, sua “trajetória intelectual teórico-política” foi “definitivamente marcada por esse território aberto que contraditoriamente tem sido a AGB [Associação dos Geógrafos Brasileiros]” (Porto-Gonçalves, 2017b, p.18. Carlos participou em diferentes momentos da AGB e a presidiu em 1980 e entre 1998 e 2000.
Outro traço da personalidade intelectual de Carlos Walter era sua aguda intuição e respeito pelos saberes subalternizados. Sua atenção para com os “de baixo” começou cedo. Na descrição detalhada que faz em seu memorial sobre um trabalho de campo com seu mestre Orlando Valverde, na Zona da Mata mineira, revelou como aprendeu a ouvir e respeitar outros saberes, como o do camponês que, indagado sobre a extensão de terra cultivada, respondeu, utilizando como unidade de medida o litro. Tal resposta surpreende, pois, o pensamento eurocêntrico esperaria uma resposta que utilizasse uma unidade de medida de área ao invés do litro, no contexto ocidental utilizado como medida de volume. Entretanto, o camponês mostra uma outra forma de enxergar a medida: Carlos observa no memorial que, através de Valverde, ele viria a saber que se tratava da área cultivada com determinada quantidade de litros de semente utilizados no plantio.
Buscando sempre a indissociabilidade entre espaço e tempo, Carlos Walter dialogou desde cedo com o “doublê de geógrafo e historiador”—como ele dizia (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 8)—Caio Prado Júnior,2 cujo livro Formação do Brasil Contemporâneo (Prado Júnior, 1942) serviu de base para uma das disciplinas que ministrou na graduação em geografia. Outro autor importante nessa sua interlocução com a história foi Edward Thompson (1981), especialmente através de seu conceito de experiência, que lhe auxiliaria “para superar certo marxismo estrutural-funcionalista que tanto mal viria fazer à geografia e que subestima a importância da experiência e da cultura, vistas como superestrutura” (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 8-9). Durante sua permanência como professor na PUC-Rio, Carlos Walter destaca a influência de José Augusto Pádua, pioneiro da história ambiental no Brasil e que lhe apresentou a obra do geógrafo Josué de Castro, Geopolítica da Fome (Castro, 1946), reforçando seus laços com as questões ambientais e da geografia agrária.
Sua “abertura à diversidade cultural” (Porto Gonçalves, 2017b, p. 11), diz ele, se deve sobretudo às aulas de antropologia, mas também às influências de geógrafos clássicos como Richard Hartshorne—em seu estudo da diferenciação de áreas—e Paul Vidal de la Blache—com seus gêneros de vida. Essas múltiplas influências levaramno “a prestar mais atenção ao subtítulo de O Capital – Contribuição à Crítica da Economia Política – do que ao título propriamente dito” (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 11). Assim, afirmou que o fato de O Capital, mais que propriamente um livro de economia política, ser uma contribuição à sua crítica: tem sérias.
tem sérias implicações epistêmicas e políticas, entre outras, a de que a luta para superar o capitalismo não é uma luta para, simplesmente, instaurar um outro modo de produção, como se fosse a produção que devesse comandar todo processo de instituição social. (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 12)
Carlos Walter destaca três experiências (e espaços) onde teve sua formação como profissional da geografia com a construção de um pensamento próprio: sua convivência de mais de uma década na PUC-Rio, a criação do SOCII [Pesquisadores Associados em Ciências Sociais] (junto a filósofos, sociólogos, politólogos e historiadores) e a experiência como professor na Faculdade de Filosofia de Campos, na antiga zona canavieira do norte do estado do Rio de Janeiro.
Mas foram sobretudo as lutas sociais emergentes no final dos anos 1970 e início dos 1980, com o fim da ditadura, que de fato o estimularam a um pensamento crítico através de um marxismo aberto a novxs interlocutorxs. Assim, com um olhar aguçado para essas lutas, para os “de baixo”, ele afirma que infelizmente a ênfase na análise da “lógica do capital” deixava em segundo plano “as classes que se formam em luta” (Porto-Gonçalves 2017b, p. 12), de lutas para além daquelas contra o capital e mesmo “lutas de classe sem classe”, em sua interlocução com Thompson (1981). Daí surgiu sua grande questão, a ser desdobrada ao longo dos anos 1980: como trabalhar geografia e movimentos sociais? Nesse campo, sem dúvida, Carlos Walter foi um dos pioneiros dentro da geografia brasileira. A continuidade dessa temática ao longo de sua trajetória de investigação revela-se no grupo de pesquisa que manteve nas últimas décadas na Universidade Federal Fluminense, o Laboratório de Estudos sobre Territorialidades e Movimentos Sociais (LEMTO).
Diante de um marxismo funcional-estruturalista e economicista que dominava a chamada renovação crítica da geografia brasileira nos anos 1980, Carlos Walter constata que não tinha muitxs interlocutorxs. Ele cita entre as influências mais positivas xs geógrafxs Regina Sader, Ariovaldo Umbelino de Oliveira, Rogerio Haesbaert e Marcelo Lopes de Sousa. Da geografia europeia, assinala “o foucaultiano Claude Raffestin e o marxista italiano Massimo Quaini,” (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 19) junto à teoria social de Thompson, Cornelius Castoriadis e Pierre Bourdieu, aos quais acrescentaria Edgar Morin. A questão ambiental e essas novas perspectivas teóricas estão presentes em seus dois livros da década de 1980, Paixão da Terra—Ensaios Críticos de Ecologia e Geografia (1984) e (Des)Caminhos do Meio Ambiente (1989). Sua dissertação de Mestrado, intitulada Os Limites d’Os Limites do Crescimento: análise do relatório do Clube de Roma, foi defendida em 1985 sob orientação de Milton Santos, e realizou uma investigação crítica sobre o documento que embasou a 1ª Conferência da ONU sobre Meio Ambiente realizada em Estocolmo, em 1972 (Porto-Gonçalves, 1985). Entre inúmeros trabalhos, Carlos Walter escreveu outras obras sobre a questão ambiental, como O Desafio Ambiental (2004), e sobre a Amazônia, em especial Amazônia, Amazônias (2001) e Amazônia: Encruzilhada Civilizatória (2017a). Por seu livro A Globalização da Natureza e a Natureza da Globalização (2006), recebeu o prestigioso prêmio Casa de las Américas, em Cuba (Figura 3).
Seu engajamento com o movimento dos seringueiros amazônicos na criação das reservas extrativistas, no final da década de 1980, levou-o à investigação que deu origem a sua tese de doutorado, defendida sob orientação da geógrafa Lia Machado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1998. Seu doutorado, por sua vez, resultou naquela que pode ser considerada sua obra de maior fôlego: Geografando: nos Varadouros do Mundo—da territorialidade seringalista (o seringal) à territorialidade seringueira (a reserva extrativista) (Porto-Gonçalves, 2003). Revelado no próprio título—através do verbo geografar—é aí, segundo o autor, que “a geografia é declinada em um tempo verbal em movimento” (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 20), expondo mais sistematicamente a relação entre geografia, conflito e movimentos sociais. Esse envolvimento resultou num forte vínculo com o líder seringueiro e ambientalista Chico Mendes (assassinado em 1988), “símbolo do ecologismo de base popular a nível mundial”, como diz Enrique Leff no prefácio do livro (Porto-Gonçalves, 2003, p. 7; ver Figura 1). Nessa obra o autor afirma ter superado “a ambiguidade entre o ativista e o geógrafo” (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 21). A tese trabalha o que é denominado “tensão de territorialidades”, especialmente aquela do Estado, a partir “de cima”, e a dos seringueiros, a partir “de baixo”. Em 2004 Carlos Walter recebeu o Prêmio Chico Mendes em Ciência e Tecnologia do Ministério do Meio Ambiente brasileiro.
Mestre das palavras, sempre preocupado em explorar suas etimologias e suas ambiguidades, Carlos Walter é reconhecido pela difusão de termos como “re-existência”.3 Para ele, re-existir é resistir não apenas para continuar existindo, mas para se reinventar; para existir de outra forma. Ao simplesmente resistir, dirá ele, o protagonista é o outro; já ao re-existir, o próprio sujeito assume o protagonismo da sua ação.
A partir dos anos 2000, Carlos Walter destaca dois outros “encontros”, decisivos na “construção de uma teoria social crítica desde a geografia”, aqueles com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e com o pensamento descolonial (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 32). Sobre sua articulação e assessoria junto à Comissão Pastoral da Terra (CPT) ele comenta:
A CPT tem presença em todos os estados brasileiros e desde 1985 reúne o que, hoje, pode ser considerado o maior acervo de dados sobre conflitos por terra no país, com mais de 30.000 conflitos registrados. Em 2003 fui convidado para contribuir na análise dos dados consolidados dos conflitos para o Caderno de Conflitos no Campo, publicação anual da CPT. (…) Desde então, vimos observando (…) o movimento contraditório desigual e combinado da geografia da sociedade brasileira, cuja melhor expressão é o próprio conflito, enquanto contradição social em estado prático, ou seja, enquanto dialética aberta. (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 33)
Deve-se ressaltar, finalmente, a atuação e o reconhecimento da obra desse grande geógrafo no contexto das ciências sociais latino-americanas. Em sua atuação, merece especial atenção sua participação no Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) e na interlocução com membros do grupo Modernidade/Colonialidade. Nesse sentido, foi pioneiro na abordagem descolonial na geografia brasileira e o responsável pela apresentação da edição brasileira do livro A Colonialidade do Saber: Eurocentrismo e Ciências Sociais (organizado por Edgardo Lander). Carlos foi também um dos organizadores do IV Encontro da Cátedra América Latina e Colonialidade do Poder, em 2013, no Rio de Janeiro, com a presença de Aníbal Quijano, Catherine Walsh, Edgardo Lander, Alberto Acosta e outrxs. Através da perspectiva descolonial e da sua luta contra a exploração de classe, o patriarcalismo e o racismo, Carlos Walter reconhece buscar “um outro léxico teórico-político” que:
mais que Estado nacional, fala de plurinacionalidade; que, mais que dominação da natureza, nos propõe a natureza como portadora de direitos, como os movimentos sociais conseguem inscrever nas Cartas Magnas da Bolívia e do Equador; em lugar de intangibilidade da natureza, nos falam de Pachamama; que, mais que superar o subdesenvolvimento com o desenvolvimento, seja sustentável ou sustentado, propugnam por alternativas ao desenvolvimento, pelo Buen Vivir, pela Vida em Plenitude (Suma Qamaña, Sumak Kawsay); em vez de multiculturalismo nos falam de interculturalidade (Catherine Walsh). (Porto-Gonçalves, 2017b, p. 37)
Além dos povos da floresta, Carlos Walter também atuou e escreveu junto aos povos do cerrado (a grande savana brasileira, Figura 4). Carlos atuou especialmente no norte de Minas Gerais, onde se focou sobretudo em agroecologia, no médio rio Araguaia e no sudoeste da Bahia, onde seu principal foco foi a questão da água. Um geógrafo profundamente engajado politicamente, Carlos Walter era um apaixonado nas lutas pela terra que, através da luta, se faz território; se faz um espaço não apenas politicamente controlado, mas também afetivamente apropriado, em toda a diversidade socioambiental dos grupos e/ou classes ali incorporados. Assim, o ativista colombiano Manuel Rozental, do coletivo Pueblos en Camino, em seu tributo póstumo a Carlos Walter, constatou: “Se alguém foi capaz de ser, sendo território, este alguém é Carlos Walter, porque ele entendeu que a geografia é fazer-se com a mãe Terra e merecer ser seu filho”.4 Fazendo-nos evocar “o mundo em que caibam muitos mundos” zapatista, o grande líder indígena Ailton Krenak, em sua homenagem, afirmou: “Que brilhe intensamente a estrela desse nosso irmão Carlos Walter. Semeando em matéria para reluzir em memória e afetos de todos que viveram as lutas e sonhos de outras humanidades”.5
*Rogério Haesbaert – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Núcleo de Estudos Território e Resistência na Globalização, Universidade Federal Flumnense. Av. Gal. Milton Tavares de Souza, s/nº, Campus da Praia Vermelha, Boa Viagem, Niterói/Rio de janeiro, Brasil – 24210-346. Correio eletrônico: rogergeo@uol.com.br.
NOTAS
- Sobre o tema, ver, por exemplo, https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/04/abertura-lenta-gradual-e-segura-do-ai-5-a-lei-de-seguranca-nacional.shtml (acessado em 10 de setembro de 2023)
- Caio Prado Júnior foi um dos mais influentes intelectuais brasileiros, conhecido por sua ampla obra historiográfica, mas que também teve sólida formação em geografia, tendo sido um dos fundadores da Associação de Geógrafos Brasileiros, em 1934.
- Um de seus últimos artigos (Hurtado e Porto-Gonçalves, 2022), escrito com Lina Hurtado, é dedicado ao tema da “re-existência”.
- Em mensagem pessoal enviada a familiares e amigxs.
- Em mensagem pessoal enviada a familiares e amigxs.
REFERÊNCIAS
Castro, J. de. (1946). Geografia da fome: a fome no Brasil. Empresa Gráfica “O Cruzeiro.”
Gil, K. (mayo, 2017). Carlos Walter Porto-Gonçalves, de hijo de padres obreros a geógrafo comprometido con los movimientos sociales. https://www.sudamericarural.org/index.php/noticias/que-pasa/5331-carlos-walter-porto-goncalves-de-hijo-de-padres-obreros-a-geografocomprometido-con-los-movimientos-sociales
Haesbaert, R. (2004). O mito da desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. Bertrand Brasil.
Haesbaert, R., & Porto-Gonçalves, C. W. (2006). A nova des-ordem mundial. Contexto.
Hurtado, L., & Porto-Gonçalves, C. W. (2022). Resistir y re-existir. GEOgraphia, 24(53). https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2022.v24i53.a54550
Porto-Gonçalves, C. W. (1984). Paixão da Terra: ensaios críticos de Ecologia e Geografia. SOCII.
Porto-Gonçalves, C. W. (1985). Os limites do “Limites do Crescimento”: contribuição ao estudo da relação natureza e história [tese de mestrado]. Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Porto-Gonçalves, C. W. (1989). (Des)Caminhos do Meio Ambiente. Contexto.
Porto-Gonçalves, C. W. (2001). Amazônia, Amazônias. Contexto.
Porto-Gonçalves, C. W. (2003). Geografando: nos varadouros do mundo – da territorialidade seringueira (o seringal) à territorialidade seringalista (a reserva extrativista). IBAMA.
Porto-Gonçalves, C. W. (2004). O desafio ambiental. Record.
Porto-Gonçalves, C. W. (2006). A globalização da natureza e a natureza da globalização. Civilização Brasileira.
Porto-Gonçalves, geografia como verbo Porto-Gonçalves, C. W. (2017a). Amazônia: encruzilhada civilizatória. Consequência.
Porto-Gonçalves, C. W. (2017b). Uma Geobiografia téorico-política: em busca de uma teoria social crítica a partir da Geografia (Memorial para concurso de Professor Titular). Universidade Federal Fluminense, Departamento de Geografia. (inédito)
Prado Júnior, C. (1942). Formação do Brasil contemporâneo. Martins.
Thompson, E. P. (1981). A miséria da teoria ou um planetário de erros: uma crítica ao pensamento de Althusser. Zahar.
