Novos lançamentos em pré-venda: As Perspectivas da Paisagem na Geografia e Análise dos Componentes Naturais e das suas Transformações

A Consequência Editora tem o prazer de anunciar a pré-venda das suas duas primeiras publicações de 2025: As Perspectivas da Paisagem na Geografia, escrito por Ulisses Fernandes, Gabriel Teixeira Barros e Carlos Eduardo das Neves, e Análise dos Componentes Naturais e das Suas Transformações, organizado por Regina Célia de Oliveira e Raul Reis Amorim.

Garanta já o seu exemplar exclusivamente através do site da Consequência
consequenciaeditora.com.br

As Perspectivas da Paisagem na Geografia

Sobre o livro

A Geografia brasileira, de um modo geral, sofreu fortes influências das discussões acerca do conceito de espaço trazidas, principalmente, pelo geógrafo Milton Santos, quando do seu retorno do exílio para o Brasil. É certo, obviamente, que os anos 1970 e 1980 traduziram muito das tensões acadêmicas e políticas experimentadas pelo país, algo que explica em grande parte o frisson gerado pelas ideias miltonianas. De um lado, a então denominada Geografia Quantitativa ganhava terreno e alçava modelos e sistemas a um patamar de importância que repartia atenção com os adeptos de uma Geografia considerada tradicional, derivada de uma Escola Francesa, muito descritiva e fadada ao insucesso pela manutenção de uma falsa dicotomia entre as vertentes ditas física e humana. Soa óbvio que não se pode reduzir as transformações daquele momento ao que exatamente é exposto no parágrafo anterior. Porém, o raciocínio permite, grosso modo, compreender o quanto o conceito de espaço ganhara força: de um lado, base de entendimento de uma Geografia também conhecida por Pragmática, Teorética ou até mesmo Nova Geografia; e por outro, a incidência de uma nova proposta de enfrentamento das grandes questões de um mundo à beira dos estertores do século XX e na qual o mesmo conceito de espaço possibilitava a expressão de uma nova e vigorosa vertente, a Geografia Radical ou Crítica. O conceito de paisagem, muito marcado na obra de Milton Santos a algo equivalente ao substrato no qual se davam as interações socioespaciais aqui e ali, aos poucos ressurgirá, mesmo que, por vezes, transmutado em novas compreensões humanísticas ou associadas à retomada da Geografia Cultural. Compreende-se, igualmente, que o momento político retratado no Brasil de então, entre outras situações, gerou um hiato, entre aquilo que a Geografia experimentava como mudança em países hegemônicos e o que se apresentava no Brasil em igual período. Não obstante, essa nova marca dada à Geografia brasileira após a abertura política do país vai marcá-la de modo indelével e por muito tempo. (…)

Sobre os Autores:

Ulisses da Silva Fernandes – Professor Associado do Departamento de Geografa Humana, Instituto de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Campus Maracanã. Doutor em Geografia pela Universidade Federal Fluminense, Mestre em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e graduado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atua como membro permanente no Programa de Pós-Graduação em Geografia PPGEO-UERJ; e é coordenador do Laboratório de Geografia Humana (LGH), com vínculo ao seu Departamento. Tem interesse nos seguintes temas de estudo: Políticas da Paisagem; Mobilidade; Transporte Aéreo; Movimentos Sociais; Metodologia da Geografia.

Carlos Eduardo das Neves – Professor Adjunto do Departamento de Geografia Física,  Instituto de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Campus Maracanã. Doutor em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Presidente Prudente, Mestre em Geografia, bem como Graduado em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina. Atua como Tutor do Programa de Educação Tutorial – PET/Geografia da UERJ, vinculado ao Ministério da Educação; e é Editor de Seção do Periódico GeoUERJ (Qualis A1). Tem interesse nos seguintes temas de estudo: bibliometria, geossistema, paisagem, ambiente, epistemologia e teoria e método. 

Gabriel Teixeira Barros – Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Possui Graduação, Mestrado e Doutorado em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Coordenador Operacional do Censo Demográfico 2022 no estado do Rio de Janeiro. Tem interesse nos seguintes temas: mobilidade, redes de transporte, políticas públicas, planejamento urbano e globalização, sob a ótica da paisagem.

Análise dos Componentes Naturais e das Suas Transformações

Sobre o livro:

As escalas e dimensões de transformações da paisagem, sejam elas associadas ao dinamismo dos processos naturais, seja resultado das intervenções antrópicas, refletem diferentes possibilidades de abordagens sem perder o caráter complexo das causas e efeitos das permanentes transformações. Nessa perspectiva, a obra – Análise dos componentes naturais e das suas transformações, reúne a partir da apresentação de reflexões teóricas, metodológicas e estudos de caso em ambientes urbanos e periurbanos, sob diferentes cenários e contextos econômicos, políticos e históricos, o esforço de leitura das realidades apreendidas, lançando um olhar criterioso e provocativo sob o tema. Ao debruçar sob realidades espacialmente distintas como Brasil, Portugal e Cuba, é possível delinear que apesar das diferenças que são próprias entre e nestas localidades, o discurso se aproxima nos desafios de pensar a atenuação dos conflitos de uma forma mais plural, dando suporte para a possibilidade de direcionamento de ações mais próximas aos contextos que se apresentam. Fruto de parcerias internacionais, relacionadas ao projeto institucional CAPES/PRINT- UNICAMP, a obra tem a pretensão de levar o leitor a refletir sob as dimensões da transformação da paisagem, tendo como input e contribuição para o discurso, que não há pretensão de se esgotar, o olhar especialista dos autores.

Sobre os organizadores: 

REGINA CÉLIA DE OLIVEIRA – Professora Livre-docente do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas. Possui Bacharelado e Licenciatura em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho-UNESP (1996), Mestrado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo, EESC (1999), Doutorado em Geociências e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e Pós-doutorado em Geoecologia da Paisagem pela Faculdade de Geografia da Universidade de Havana/Cuba (2019). Coordenadora do Núcleo de Estudos Ambientais Litorâneos (NEAL) desde 2005. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Análise Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: Geomorfologia e Planejamento, Zoneamento Ambiental e Gestão de Zonas Costeiras. 

RAUL REIS AMORIM – Professor Livre Docente (Professor Associado I) na área de Geografia pelo Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da UNICAMP. É o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia e foi Chefe do Departamento de Geografia (DGEO) por dois mandatos no Instituto de Geociências (IG) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É licenciado em Geografia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2005), Mestre em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) – 2007, e Doutor em Geografia também pela UNICAMP (2011). Conclui Estágio de Pós-Doutorado na UNICAMP (março/2015). Foi professor Adjunto do Departamento de Geografia de Campos (GRC) da Universidade Federal Fluminense entre março/2010 e agosto/2015, atuando como professor da área de Geografia Física nos cursos de graduação e mestrado em Geografia. Atua na área de Geografia, com ênfase em Geografia Física, trabalhando principalmente com os seguintes temas: Análise Geossistêmica da Paisagem, Vulnerabilidade, Suscetibilidade, Exposição e Resiliência às inundações

COMPRE ANTECIPADAMENTE COM 20% DESCONTO
POSTAGEM A PARTIR DE 31 DE JANEIRO

Deixe um comentário