A HISTÓRIA DAS CAPAS: Um geógrafo do poder no Império do Brasil, de Manoel Fernandes de Sousa Neto

A Estrada de Ferro Pedro II, inaugurada em 1855 e posteriormente renomeada como Estrada de Ferro Central do Brasil após a Proclamação da República, foi uma das principais ferrovias do país, conectando o Rio de Janeiro ao interior e impulsionando o desenvolvimento econômico e urbano. Criada para facilitar o escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba, a ferrovia expandiu-se ao longo das décadas, integrando-se a São Paulo, Minas Gerais e outras regiões.

Além de sua importância econômica, foi um eixo essencial para o desenvolvimento dos subúrbios cariocas, transformando a mobilidade da população e consolidando a Estação Central do Brasil como um dos marcos arquitetônicos e históricos do Rio de Janeiro.

“O prédio de 1858 foi reformado anos mais tarde e na década de 1930 foi demolido para a construção do prédio atual e obras de expansão do sistema ferroviário. O edifício novo foi inaugurado em 1943, com mais de 30 andares e 135 metros de altura. A fachada conta também com um dos maiores relógios de quatro faces do mundo.” (Machado; Soares; Romão, RIOMEMORIAS)

A partir da segunda metade do século XX, a ferrovia enfrentou dificuldades devido ao crescimento do transporte rodoviário e falta de investimentos. O serviço de passageiros de longa distância foi descontinuado, mas a linha ainda opera em parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro como o sistema de trens urbanos da SuperVia, ligando a Central do Brasil a cidades como Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Japeri.

A história da Estrada de Ferro Pedro II e sua transformação ao longo do tempo remetem a personagens que participaram dos eventos e decisões que moldaram o Brasil no século XIX. O livro Um geógrafo do poder no Império do Brasil, de Manoel Fernandes de Sousa Neto, explora a trajetória de um desses personagens, alguém que cruzou datas, participou de eventos e esteve implicado em fatos históricos ao longo desse período.

“Este livro é sobre um personagem que cruzou datas, participou de certos eventos e aparece implicado em alguns fatos ao longo do século XIX no Brasil.”
(Manoel Fernandes de Sousa Neto, 2018, p. 7)

A capa da obra apresenta a litogravura Inauguração da Estrada de Ferro Pedro II: Vista tirada do lado oposto a R. de S. Diogo em 29 de Março de 1858, de A. J. Ferreira da Silva, uma imagem que ilustra a grandiosidade da ferrovia em seus primeiros anos. Essa peça histórica, presente no Catálogo de Exposição da História do Brasil e na Biblioteca Digital Luso-Brasileira, sintetiza a importância desse projeto ferroviário para o Brasil imperial e destaca o impacto das decisões políticas e econômicas sobre a configuração do território.

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