“A Guerra Não Tem Paz”: Lançamento e Debate com Marildo Menegat no Clube de Cultura

No próximo 8 de maio de 2025, o Clube de Cultura recebe o professor e ensaísta Marildo Menegat (UFRJ) para o lançamento de seu novo livro, A Guerra Não Tem Paz: Estudos sobre o sentido violento e destrutivo do fetichismo do capital (Consequência Editora). O evento, gratuito e aberto ao público, incluirá uma palestra-debate seguida de sessão de autógrafos.

Data: 08/05/2025
Hora: 19:00h
Local: Clube de Cultura – Endereço: Rua Ramiro Barcelos, Nº 1853, Porto Alegre

Sobre o livro:

Como um soco na boca do estômago daqueles que ainda aspiram à “gestão” desse edifício fraturado da catástrofe à brasileira, Marildo Menegat chama a refletir sobre conexões indigestas entre os polos aparentemente opostos que, até recentemente, puderam orientar as posições de nossa tradição crítica.

O “tempo do fim” apresentado nestes ensaios se elabora numa “economia política da barbárie”, em que a guerra civil e a milicianização do cotidiano, de um lado, e a disputa pelo controle monopolista de grandes empresas, de outro, desdobram-se como complementos de uma mesma “economia de pilhagem”. Esta parece ser o que resta na crise civilizatória e de valorização do valor do capitalismo da Terceira Revolução Industrial, também vivida como barbarização das relações mais íntimas no contexto de colapso da modernização.

Este livro explosivo requer do leitor coragem para enfrentar o horror de frente — aqui tratado em aspectos históricos e teóricos precisos, desdobrando a crítica do valor-dissociação e extrapolando os limites do dualismo num radicalismo necessário. Se, de um lado, a obra remete a um entendimento da violência extraeconômica na realidade pós-Guerra Fria — que se transforma em guerra contra as drogas e, efetivamente, em guerra “contra os civis” na cotidianidade brasileira —, de outro, sugere meios de abordar a violência de forma ainda mais ampla, em termos escalares e teóricos.

Assim, inova ao tratar da guerra e da “economia de guerra”, entrelaçando-as à dinâmica histórica e categorial do capitalismo, sobretudo em seu momento de crise fundamental. De quebra, inclui excursos sobre a arte e a política nestes “fins de tempos”.

Por fim, estabelece a relação necessária entre a técnica desenvolvida na “civilização” capitalista e seu caráter iminentemente destrutivo, questionando os limites da existência humana e da vida no planeta. Trata-se de uma corajosa abertura para o entendimento correlato entre “crise do capital” e “crise ambiental”.

Na contagem regressiva para o ponto de não retorno da destruição completa, o chamado é à revolução teórica inacabada — que não pode conceber a catástrofe como falha do progresso, muito menos desejar que este a contorne, mas sim apreendê-la como consequência da modernização. Esta instaura as categorias de uma reprodução social pautada pela lógica abstrata do fim em si do “sujeito automático” do capital, que nos perpassa a todos.

— Prefácio por Cássio Arruda Boechat (Professor da UFES)

Sobre o autor:

Marildo Menegat é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ensaísta, autor de A crítica do capitalismo em tempos de catástrofe – o giro dos ponteiros do relógio no pulso de um morto e outros ensaios, (Consequência Editora), entre outros.

Atividade aberta ao público – Não precisa inscrição

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