O REBELDE CAETANO DE 1968

Romulo Mattos * "Embora Caetano tenha sido derrotado na luta política contra a ditadura, e amargado o exílio na Inglaterra, o movimento do qual era um dos líderes, o Tropicalismo, deixou marcas permanentes no campo artístico".

 

Romulo Mattos *

 

A efeméride dos 50 anos de 1968 é uma boa oportunidade para lembrar a ação política e cultural de Caetano Veloso à frente do projeto tropicalista. A rebeldia e até o radicalismo do artista podem ser vistos, primeiramente, nos shows realizados ao lado dos seus companheiros de movimento. Em outubro de 1968, Caetano, Gilberto Gil e Os Mutantes tocaram na boate Sucata, no Rio de Janeiro. As loucuras terminavam em um happening, com o primeiro estirado no chão. Uma parte da plateia vaiava e jogava cubos de gelo no palco, enquanto a outra aplaudia e dançava perto dos artistas. Falsas denúncias foram publicadas na grande imprensa, como a de que o “Hino Nacional” teria sido cantado por Caetano com a inclusão de versos ofensivos às Forças Armadas – o que foi desmentido por ele. Mas a presença de uma bandeira com a reprodução da obra “Seja Marginal Seja Herói”, de Hélio Oiticica, indignou o promotor Carlos Mello, que exigiu a sua retirada ao dono da casa, Ricardo Amaral. O delegado Fontoura Carvalho, que o acompanhava, por conta própria, tentou forçar o cantor a assinar um se comprometendo a não fazer discursos entre as músicas apresentadas. À noite, o cantor denunciou o episódio à plateia do show e o resultado foi a interdição da boate na manhã seguinte, sob a alegação de que a autoridade do promotor fora desrespeitada. Mais uma vez intrépido, Caetano pregou a continuidade da resistência à ditadura e, indiretamente, criticou o método de contestação política dos promotores da canção engajada (da qual Geraldo Vandré era uma importante referência):  “O importante é não abrir concessões à repressão e assim vou continuar agindo, sem pensar onde posso parar, ou eu ou minha carreira. E é exatamente por isso que somos tão perseguidos, porque somos incômodos de verdade. Não nos limitados ao blá-blá-blá. Somos a própria revolução encarnada” (grifo nosso).[1]

     As suas provocações continuaram nos estúdios de televisão. O programa Divino Maravilhoso, da TV Tupi, era dirigido por Cassiano Gabus Mendes e concebido de forma anárquica e debochada por Caetano e Gil. Embora a audiência não fosse das maiores, a direção da emissora recebia cartas indignadas de pais de família e prefeitos de cidades interioranas, que protestavam contra as agressões aos bons costumes. No último episódio, na noite de 23 de dezembro, Caetano cantou, ao vivo, a marchinha “Boas Festas” (1932), de Assis Valente, com um revólver apontado para a própria cabeça. E participou do velório do seu próprio movimento artístico, onde se lia em uma placa: “Aqui jaz o Tropicalismo?”.[2] Esse episódio já foi interpretado como sendo o fruto de um momento histórico em que o radicalismo de classe média: “chegou aos limites da ruptura com a ordem, das mais diversas formas”.[3] O contrato com a TV Tupi valia por mais cinco semanas, mas Caetano e Gil foram presos no dia 27 de dezembro, em duas minúsculas celas de um quartel da Polícia do Exército, no Rio de Janeiro. A produção e o elenco andavam especialmente temerosos depois da edição do AI-5.[4]

     Além da experiência no Divino, Maravilhoso, Caetano frequentava os mais famosos programas de auditório. “Tropicália”, canção inaugural do movimento e também a sua matriz estética[5], inspirou performances extravagantes diante de Chacrinha, na Rede Globo – esse apresentador era admirado pelos tropicalistas por ser um fenômeno de liberdade cênica e popularidade. O embate político-cultural contra a direita nos meios de comunicação de massa se tornou mais tenso no programa de Hebe Camargo, na TV Record. Toda a reação do período passava pelo seu show televisivo, e quando ela convidava a esquerda ao seu estúdio, o objetivo era a luta ideológica. Ex-militante da Ala Vermelha (dissidência do PCdoB), Alípio Freire relatou o episódio em que a apresentadora questionou o artista sobre “Soy loco por ti América”: “Hebe começa a apertar o Caetano, insiste: ‘Por que essa rumba? Que é o homem morto?’ Vai deixando o Caetano um pouco acuado, e ele termina a entrevista dizendo: ‘Hebe, você não entendeu, canto essa rumba porque é um ritmo ótimo para dançar’. Foi muito constrangedor. Não se brinca com essas coisas no ar. Por brincadeiras semelhantes o Randal Juliano mandou o Caetano para onde mandou.[6]

     Quanto à última linha do trecho anterior, vale dizer que, baseado na fala do militar que o interrogou, Caetano responsabiliza o citado apresentador de rádio e TV por sua prisão, o qual reclamou ao vivo por providências contra o suposto desrespeito à pátria do primeiro e outros tropicalistas naquela temporada na boate Sucata. A experiência do artista baiano no programa da Hebe revela o risco assumido ao gravar “Soy Loco Por Ti, América” em seu primeiro disco solo, Caetano Veloso (1968) – que foi eficaz no ataque aos principais alvos mirados, e gerou reação na grande imprensa, nos auditórios e até nas universidades. Composta por Gil e Capinam a pedido de Caetano, que a encomendou depois de ter ouvido no rádio a notícia da morte de Che Guevara, essa canção-homenagem foi incluída à última hora no álbum. Trata-se de um baião enxertado de ritmos latinos, com uma letra em portunhol, “onde palmeiras tropicais se misturam a trincheiras ‘del hombre muerto’”.[7] Ela também revela a preocupação tropicalista com a latino-americanidade: “Essa integração [de toda a América Latina] é realizada através da fusão de ritmos e do entrelaçamento da letra, onde o português e o castelhano passam um para outro como vasos comunicantes, numa justaposição temática de todas as faixas sociais (…)”.[8] O arranjo rumbado e o piano percussivo no estilo latin America, dos filmes de Carmen Miranda, disfarçam a proibida referência a Guevera e à Revolução Cubana.[9]

     Algumas composições de Caetano durante esse período desafiaram a ditadura militar e são afinadas com a guerrilha. “Enquanto Seu Lobo Não Vem” integra o disco-manifesto Tropicália ou Panis et Circencis (1968), que reuniu Caetano, Gil, Os Mutantes, Tom Zé, Nara Leão e Gal Costa, Rogério Duprat, Torquato Neto e Capinam. A letra cantada de forma realista aborda aqueles que tinham de conviver clandestinamente com a ditadura militar, conforme percebemos no verso “Vamos passear escondidos” e “Por debaixo das botas”, na Avenida Presidente Vargas. Esse era o local dos desfiles das escolas de samba, e por isso a Mangueira é citada, sendo que a aproximação temática do desfile carnavalesco contribuiu para confundir os censores. O registro sonoro contém versos significativos como “Os clarins da banda militar”, de “Dora” (1945), escrita por Dorival Caymmi, e um trecho instrumental da “Internacional Comunista”.[10] A identificação poética com a esquerda armada é vista ainda em “Divino, Maravilho”, composta em parceria com Gilberto Gil e defendida por Gal Costa no IV Festival da Musica Popular Brasileira da TV Record, em 1968. O seu refrão diz: “É preciso estar atento e forte/ Não temos tempo de temer a morte”. Enquanto determinado verso pede: “atenção para o sangue no chão”. Caetano já confessou a sua admiração secreta pela esquerda armada, e também há rumores de que ele e outros tropicalistas teriam colaborado com dinheiro para organizações de luta armada.[11]

     O próprio Caetano promoveu momentos de maior radicalização em festivais da canção, que eram “um simulacro de participação popular e liberdade de expressão num momento em que o país mergulhava cada vez mais no autoritarismo político”.[12] A tensão política de 1968 estourou nessas competições musicais televisivas, que arrebatavam um público massivo e também acolhia artistas rivais do projeto tropicalista. Problematizando a visão patrimonialista da tradição musical popular, os agentes do Tropicalismo haviam se afastado da visão dos nacionalistas de esquerda e dos cultores do nacional-popular.[13] Caetano criticava principalmente o que entendia ser o nacionalismo estreito das canções de protesto, supostamente limitadas a slogans ideológicos, embora não tenha rompido com o nacionalismo, pois a sua preocupação básica era: “(…) a constituição de uma nação desenvolvida e de um povo brasileiro, afinados com as mudanças no cenário internacional, a propor soluções à moda brasileira para os problemas do mundo”.[14] Vale ressalvar que as correntes conhecidas como o campo nacional-popular (ligadas ideologicamente ao Partido Comunista e a outras forças de esquerda) e o Tropicalismo eram: “(…) movimentos diferenciados e adversários, mas primos-irmãos, a brigar em família, no momento de uma revolução brasileira concebida e abortada nos anos 60 (…)”.[15]

     No III Festival Internacional da Canção (FIC), da Globo, Caetano partiu para a guerra aberta e protagonizou uma histórica polêmica. A composição “É proibido proibir” usa no seu título (que é repetido no refrão) uma das frases pichadas nos muros de Paris durante o Maio de 1968. Cedendo à insistência do empresário Guilherme Araújo, que tentava convencê-lo a compor uma música que trabalhasse aquela palavra de ordem, o artista criou a famosa marchinha ternária com uma série de imagens ao sabor anarquista. A primeira parte da letra faz referência a mecanismos de controle social, como valores familiares tradicionais, mídia de massa e instituições educacionais formais[16] (“A mãe da virgem diz que não/ E o anúncio da televisão/ Estava escrito no portão/ E o maestro ergueu o dedo/ E além da porta/ Há o porteiro, sim”). Enquanto outro trecho incentiva a subversão dessas regras e restrições, incluindo a imagem de um carros em chamas. “As ‘relíquias’ do lar brasileiro tradicional (…) são destruídas em um gesto carnavalesco e catártico. Até os livros, esses valorizados objetos de cultura, civilização e educação, são descartados com as louças da família”[17] (“Me dê um beijo, meu amor/ Eles estão nos esperando/ Os automóveis ardem em chamas/ Derrubar as prateleiras/ As estantes, as estátuas/ As vidraças, louças, livros, sim”). Isso permeia “(…) com diferentes modulações todo o movimento social de 1968, da contracultura aos artistas engajados, dos hippies aos guerrilheiros”.[18] Desses últimos há no texto cantado a marca do antiteoricismo, da negação da reflexão em nome da ação. Sem escrever um arranjo para orquestra, Duprat orientou a banda Os Mutantes na execução de uma introdução atonal com elementos de música concreta e eletrônica.

     A persistência de Araújo também levou Caetano a inscrever a composição no festival da TV Globo, menos prestigiado que o da TV Record. Ele aproveitaria esse espaço para fazer um happening, novamente ao lado d’ Os Mutantes. O artista se apresentava desde a primeira fase com o cabelo “entregue à crespidão rebelde”[19], roupa de plástico verde e preta, colares de fios elétricos com tomadas nas pontas, correntes grossas e dentes de animais grandes. Isso dava um toque protopunk ao seu vestuário, que superava em impacto até os trajes de ficção científica usados por Arnaldo Baptista, Sergio Dias e Rita Lee. Ainda havia a participação do hippie americano Johnny Danduran, que soltava urros e grunhidos inarticulados, e a própria dança do cantor, que fazia movimentos pélvicos direcionados ao público. É evidente que Caetano procurava provocar a plateia, que já ficava irritada com a introdução experimental da música, que durava cerca de um minuto. No dia 15 de setembro, na semifinal realizada no auditório do Teatro da Universidade Católica (TUCA), em São Paulo, a tensão política entre os tropicalistas e os partidários da música nacionalista participante explodiu. Estes haviam sido instigados pela apresentação de Vandré (que cantara o hino revolucionário “Para não dizer que não falei das flores”), durante a qual um simpatizante do tropicalismo estendera um cartaz com a inscrição “Folclore é reação”. Diante do forte volume da vaia oriunda do público, que ficou de costas para o palco, Caetano fez um dos mais célebres discursos da MPB. Enquanto ele improvisava a sua fala, Rita, Sérgio e Arnaldo copiaram a atitude dos expectadores e se viraram para o fundo do palco.

     Dentre as frases de Caetano lembradas até hoje por historiadores e memorialistas do período, ressalta-se, em primeiro lugar, o questionamento ao conservadorismo estético da esquerda nacionalista: “Mas é isso que é a juventude que diz quer tomar o poder?”; “Se vocês, em política, forem como são em estética, estamos feitos!”. Em segundo, o combate ao tradicional formato dos festivais da canção: “Hoje eu vim dizer que quem teve a coragem de assumir a estrutura do festival… e fazê-la explodir… foi Gilberto Gil e fui eu…”. Em terceiro, uma pioneira investida contra aquilo que ficaria conhecido na época da abertura política como “patrulha ideológica” – no fim dos anos 1970, essa atitude pode ser entendida como uma reação liberal à crítica elaborada pela esquerda socialista: “O problema é o seguinte: vocês estão querendo policiar a música brasileira”. Em quarto, uma ideia sobre a suposta coragem dos tropicalistas no sentido de: “(…) entrar em todas as estruturas e sair de todas”. Aqui vale dizer que no Tropicalismo: “(…) a colocação do aspecto estético e do aspecto mercadoria no mesmo plano faz parte do processo de dessacralização, da estratégia que dialetiza o sistema de produção da arte no Brasil por distanciamento-aproximação do objeto-mercadoria”.[20] Mas é importante ressalvar que há ingenuidade nessa proposta de superar a ordem vigente embarcando de peito aberto na canoa da indústria com o objetivo de subvertê-la.[21] Em quinto, a deslegitimação da autoridade de um júri desatualizado em relação ao que vinha acontecendo no pop/rock internacional, sendo por essa razão: “(…) muito simpático, mas (…) incompetente”. Por fim, a inversão da expressão popular “O diabo está solto” para: “Deus está solto”. Apesar de ter sido classificada para a final, “É proibido proibir” foi retirada da competição pelo seu autor.

     Essa foi uma das maiores aventuras de Caetano no ano de 1968. Embora tenha sido derrotado na luta política contra a ditadura e amargado o exílio na Inglaterra, o movimento do qual ele era um dos líderes, o Tropicalismo, deixou marcas permanentes no campo artístico. Toda uma geração de músicos que se identificava com o rock e os ritmos brasileiros deu prosseguimento ao processo antropofágico nos anos 1970, sendo os Novos Baianos, possivelmente, o melhor exemplo. E a própria MPB se fortaleceu com a incorporação dos novos materiais culturais à sua disposição.[22]

     É curioso que na véspera dos 50 anos de 1968, Caetano tenha voltado a se relacionar com a oposição de esquerda, representada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), liderado por Guilherme Boulos. Por isso, o artista experimentou novamente a experiência da censura, dessa vez velada, ao ver o seu show no acampamento do MTST, em São Bernardo do Campo (SP), vetado pela Justiça. Mas não deixou de participar da comemoração dos 20 anos de existência desse movimento social, no Largo da Batata, na capital paulista, a 10 de dezembro de 2017. Além de cantar para 30 mil pessoas, Caetano foi o cicerone do evento. Ele apresentou os seus sucessos, e mesmo canções aprazíveis ganharam conotação política. Foram aplaudidos versos como o “grande poder transformador”, de “Desde que o samba é samba”, “gente é para brilhar, não para morrer de fome”, de “Gente”, música que planejava cantar em São Bernardo. No refrão de “Odeio”, o público completava os versos com o nome do presidente Michel Temer.[23] Caetano também voltou a sofrer ataques da extrema-direita, dessa vez na internet, por apoiar bandeiras democráticas no debate político atual. Enquanto aqueles que se decepcionaram com o seu apoio a Fernando Henrique Cardoso, em 1994, são capazes de vê-lo apenas como uma criatura política polêmica e contraditória, os conhecedores do rebelde Caetano de 1968 saboreiam essas suas aproximações, ainda que de forma pendular, à esquerda.

 

Notas:

[1] CALADO, Carlos. Tropicália: a história de uma revolução musical. São Paulo: Ed. 34, 1997. p. 233.

[2] ibid. p. 250-3.

[3] RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro. Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 302.

[4] CALADO, Carlos. op. cit. p. 250-3.

[5] FAVARETTO, Celso. Tropicália, alegoria, alegria. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2007. p. 63.

[6] RIDENTI, Marcelo. op. cit. p. 45.

[7] SEVERIANO, Jairo, MELO, Zuza Homem de. A canção no tempo. 85 anos de músicas brasileiras. Vol. 2: 1958-1985. São Paulo: Ed. 34, 1998. p. 132.

[8] FAVARETTO, Celso. Tropicália, alegoria, alegria. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2007. p. 95.

[9] SEVERIANO, Jairo, MELO, Zuza Homem de. op. cit. p. 132.

[10] RIDENTI, Marcelo. O fantasma da revolução brasileira. São Paulo: Editora UNESP, 2010. p. 105-108.

[11] RIDENTI, Marcelo. Em busca do… p. 278, 282.

[12] NAPOLITANO, Marcos. A síncope das ideias: a questão da tradição na música popular brasileira.  São Paulo: Editora Fundação, Perseu Abramo, 2007. p. 93.

[13] ibid. p. 129.

[14] RIDENTI, Marcelo. Em busca do… p. 276-7.

[15] ibid. p. 302.

[16] DUNN, Christopher. Brutalidade jardim: a Tropicália e o surgimento da contracultura brasileira. São Paulo: Editora UNESP, 2009. p. 159.

[17] idem.

[18] RIDENTI, Marcelo. O fantasma da… p. 107.

[19] VELOSO, Caetano. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 299.

[20] FAVARETTO, Celso. op. cit. p. 146.

[21] RIDENTI, Marcelo. O fantasma da… p. 99.

[22] Ver: NAPOLITANO, Marcos. op. cit.

[23] RODRIGUES, Artur, NOGUEIRA, Amanda. Líder do MTST critica “intolerantes” em ato com show de Caetano Veloso. Folha de SP, 29 de set. de 2018.

 

* Romulo Mattos é Doutor em História(UFF)

 

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