A ERA DA EXTRAÇÃO: Uma Entrevista com Saskia Sassen

A ERA DA EXTRAÇÃO: Uma Entrevista com Saskia Sassen

A professora Saskia Sassen é uma acadêmica mundialmente reconhecida e leciona na Universidade de Columbia, em Nova York. Ela ganhou fama nas Ciências Sociais no início dos anos 1990 com a publicação do livro “A Cidade Global” (originalmente publicado pela Princeton University Press, em 1991), que se propõe a incorporar uma perspectiva urbana e espacial à crítica anticapitalista aos modelos de mercado de fins do século XX e ao poder crescente da economia digital.

     Em março de 2017, a editora da revista King’s Review (KR) Giulia Torino se encontrou com Sassen em Cambridge após uma palestra proferida pela professora no Departamento de Geografia. Na ocasião, Sassen abordou três conceitos analíticos desenvolvidos em seu livro mais recente, “Expulsões” (originalmente publicado pela Harvard University Press/Belknap, em 2014): o conceito de “limite sistêmico”; a formação de “territórios fronteiriços” sob o jugo de forças capitalistas extrativas; e a necessidade de uma abordagem “pré-método” [“before method”] em face a mudanças de cunho estrutural. Abaixo, publicamos a conversa que emergiu desse primeiro encontro, tratando desde os primeiros trabalhos da autora até suas pesquisas mais recentes. O objetivo é examinar alguns dos temas cruciais da atualidade à luz de um posicionamento acadêmico que busca explorar as condições emergentes de uma “era da extração”, cuja compreensão talvez encontre sua melhor expressão no que Sassen descreveu como “zona pré-método”.    

 

Giulia Torino: Saskia, seu trabalho é amplamente conhecido pela introdução do conceito de “cidade global”. Você foi uma das primeiras acadêmicas da área de Sociologia a postular sobre a territorialização dos setores econômicos altamente digitalizados que estavam emergindo nos anos 1980, salientando, precocemente, como determinados espaços urbanos – na época, mais concentrados na Europa e na América do Norte – estavam operando como nós centrais das redes financeiras globais. Como você chegou à conclusão de que o setor financeiro é “a locomotiva dos nossos tempos” e de que estamos numa era financeira, e não numa era digital ou informacional, como alegam outros autores?

Saskia Sassen: Quando surgiu o debate sobre globalização e digitalização nos anos 1980, a principal noção era de que, com a digitalização, as empresas e os demais atores podiam se globalizar, deixando para trás a concentração material das instalações presentes nas cidades. Havia uma noção crescente de que as cidades estavam se tornando meio obsoletas e meio desnecessárias para setores econômicos avançados, e só serviam para os pobres e para as classes médias menos abastadas.

     Mas, na realidade, nos anos 1960 e 1970, a maioria das grandes cidades eram pobres – Londres, Nova York, Paris, Tóquio etc. –, e estavam falidas. As residências de classe média estavam se deslocando para os subúrbios, assim como empresas tradicionais, como grandes seguradoras e sedes de fabricantes de automóveis.

     Foi essa realidade que me impôs desenvolver uma interpretação alternativa: um processo de digitalização requer uma condição material própria e, a partir disso, produz uma aceleração de operações e diversificações capaz de resgatar as vantagens da proximidade.

     Além disso, me chamou atenção que a aceleração das transações, possibilitada pela digitalização, deixaria a gestão das operações econômicas mais complexas. Identifiquei isso na ascensão do setor financeiro – e no declínio relativo ou na estagnação relativa da intermediação bancária convencional. A velocidade das transações e a possibilidade de atuação em escala global fomentaram um sistema econômico, não só mais veloz, como mais interligado, impossibilitando a organização de atividades produtivas dentro de uma única empresa, que era o modelo corporativo antigo. Isso teve como consequência a multiplicação de pequenas empresas altamente especializadas destinadas a servir às necessidades cada vez mais complexas das grandes corporações.

     Mas cada uma dessas pequenas empresas só consegue produzir alguns dos componentes exigidos pelas grandes empresas e pelo sistema financeiro, o que incitou à formação de empresas especializadas organizadas em redes complexas, concentradas em cidades importantes. Isso também explica a concentração física, nessas mesmas cidades, de setores em rápida expansão e atuando cada vez mais em rede dedicados a essas atividades. Eu chamo isso de função intermediadora, e a cidade global é o espaço mais complexo para a produção e a proliferação dessa função intermediadora. Ironicamente, essas operações complexas e altamente digitalizadas acabaram sendo beneficiadas pela concentração física de atividades.

GT: Foi essa função intermediadora que provocou o “ressurgimento” das metrópoles do fim do século XX, transformando-as em cidades globais?

SS: Exato. Depois da Segunda Guerra Mundial, o crescimento econômico esteve associado à urbanização dos subúrbios, a grandes plantas industriais e ao sistema de transportes. Foram os processos de desregulamentação, privatização e globalização, nos anos 1980 e 1990, que alteraram o panorama econômico.

     Essa nova função intermediadora – que é a essência da cidade global – começou a atrair riqueza de volta para as cidades. Mas extrapolaram na dose: as classes médias menos abastadas e as classes trabalhadoras acabaram deixando os bairros onde residiam, dando lugar à construção de escritórios, imóveis e lojas de luxo. Em suma, uma das principais hipóteses que cheguei no início da minha pesquisa sobre cidades globais foi a imprescindibilidade estratégica e sistêmica cada vez mais acentuada da função intermediadora na economia global, que teve início nos anos 1980 e continua até hoje.

GT: Em palestra na Universidade de Cambridge, em março de 2017, você argumentou que “territórios fronteiriços” são um produto de processos de extração material e imaterial: de recursos naturais, força de trabalho, identidades etc. De fato, algumas dessas reflexões já estavam presentes em 2014, no seu livro “Expulsões”. Qual é a relação entre essa lógica extrativa e a era financeira que possibilitou a emergência das cidades globais?

SS: De certa forma, o sistema econômico que descrevi acima sempre foi extrativo, a começar pelo que foi feito para que as tecnologias digitais pudessem surgir. Na minha opinião, o sistema financeiro tomou um rumo muito específico e característico, se afastando totalmente da intermediação bancária tradicional. Um dos marcos distintivos da época em que estamos vivendo é que extraímos tantos recursos do planeta, expulsando populações e comunidades inteiras no processo, que a lógica extrativa se tornou aparente. Já argumentei, em outros espaços, que esse modelo extrativo provocou novas modalidades de migração. O fim dessa história não está claro para mim, mas não me parece muito promissor.

GT: Recentemente, eu li um artigo em que você defende a importância de se considerar o termo “expulsão” como uma categoria analítica, que, por introduzir o conceito de “limite sistêmico”, vai além da categoria já consolidada de “exclusão”. Quais são as principais diferenças entre fronteiras, periferias e limite sistêmico?

SS: É ótimo que tenha levantado essa questão. Em “Expulsões”, eu desenvolvi um argumento – em parte, metodológico, em parte, conceitual – que tem como objetivo identificar uma ruptura radical cuja compreensão vai muito além de categorias já estabelecidas, como “desigualdade” e “exclusão social”. Quando se cruza o limite sistêmico, essas condições são invisibilizadas segundo os parâmetros considerados normais. Na minha visão, há uma multiplicação de pontos de ruptura bem marcantes que integram os limites sistêmicos. Uma vez que essa fronteira é cruzada, o espaço se transforma: não é apenas uma região menos agradável ou habitável, como é o caso dos espaços de exclusão social. É muito mais radical: quem não está dentro, está fora.

GT: Como assim “está fora”? Você pode desenvolver mais sobre essa condição simultânea de expulsão e invisibilidade que emerge com o cruzamento do limite sistêmico?

SS: Meu argumento é de que esses limites sistêmicos tornam conceitualmente invisíveis aqueles que ficam de fora, independentemente do teor material presente. Por exemplo, nos EUA, a população que está desempregada há muito tempo simplesmente desaparece das estatísticas.  Não é uma mera exclusão social. Essas pessoas foram expulsas do sistema. Com terras improdutivas, ocorre algo parecido: quando chega ao fim o ciclo de extração de recursos naturais, a terra é invisibilizada, apesar de ter uma condição material bastante visível. Existem diversos vetores em jogo. Um é a diferença entre expulsão e exclusão: a exclusão ocorre dentro do sistema, e, portanto, traz a possibilidade de uma eventual incorporação. Um exemplo disso é a incorporação da população irlandesa nos EUA depois de um longo período sendo taxada de “diferente”. Ou a incorporação – ainda que de forma bem parcial – de diferentes grupos étnicos no sistema político americano, como os afro-americanos e os latinos.

GT: Então as periferias fazem parte dos excluídos?

SS: Mais ou menos. Há, pelo menos, uma vertente analítica crítica que defende que a periferia trabalha em favor do núcleo. Não acho que isso se aplica ao que estou chamando de “expulsões”. Para mim, a expulsão é, na verdade, um ato de profundo descarte conceitual, de eliminação. E estou convencida de que isso será cada vez mais comum no futuro, como pode ser ilustrado pela apropriação de grandes lotes de terra no “Sul Global” por parte de governos e corporações estrangeiras. Pequenos proprietários estão se tornando totalmente irrelevantes, invisíveis, e chegam a ser vistos como um empecilho a grandes projetos corporativos de uso intensivo de áreas rurais – para mineração, apropriação dos recursos hídricos, desenvolvimento de grandes áreas para cultivo em detrimento de pequenos proprietários fundiários etc. Esses pequenos proprietários – que detêm conhecimento secular sobre métodos de reciclagem da terra – são invisibilizados e reaparecem como moradores das favelas das grandes cidades ou tentam a sorte emigrando em barcos de contrabandistas. A história e o conhecimento dessas populações são invisibilizados nessa transformação.

GT: A vida no limite sistêmico parece assumir diversas formas, incluindo formas de invisibilidade financeira. Numa ontologia financeira, é possível ver como isso se traduz em formas de invisibilidade social (ou até mesmo existencial?). Nessa perspectiva, você acha que as “cidades-santuário” [cidades que agem em contrariedade a políticas anti-imigração], sejam elas de jure ou de facto, podem ser consideradas “territórios fronteiriços” que atuam no limite sistêmico? Estou pensando, por exemplo, na reação de certas cidades e prefeituras americanas ao veto imigratório imposto pelo Trump. Ou na reação de certas cidades europeias ao acionamento do Artigo 50 pela primeira-ministra do Reino Unido Theresa May e à proliferação mais geral do sentimento anti-imigração dentro da União Europeia.

SS:  É uma grande sacada conceitual pensar que “cidades-santuário” (de jure ou de facto) podem ser consideradas “territórios fronteiriços” que atuam no limite sistêmico. Eu não tinha pensado nisso. Mas, de certa forma, elas são. A questão que você está levantando vai além das pessoas… Você está invocando um espaço. E, nesse sentido, a “cidade-santuário” é realmente um espaço invisível. E ele só se torna visível quando refugiados sofrem perseguição no interior dele. Aludindo à compreensão mais usual, o movimento das “cidades-santuário” tende a ser uma consequência de uma política específica de perseguição a certos segmentos da sociedade. Hoje, nos EUA, os alvos da vez são os imigrantes ilegais e os muçulmanos, grupos que foram taxados pelo governo federal de “problemáticos”, para usar um termo leve. Existem cada vez mais segmentos desses dois grupos populacionais correndo risco de perseguição, fenômeno que já vem se intensificando nos EUA. Ao mesmo tempo, está sendo gestada uma espécie de contramovimento que começou a surgir há cerca de cinco anos e que tenho sido tentada a classificar como a “rua global”.

     Num nível mais abrangente, vejo uma configuração emergente na qual as “cidades-santuário” serão colocadas à prova extrema e ressignificadas devido à intensificação de expulsões de milhões de pessoas de seus vilarejos e de áreas rurais mundo afora.

     O principal fator por trás disso são modos específicos de desenvolvimento econômico: a rápida expansão de grandes latifúndios produtivos e de atividades de mineração, e o aumento da desertificação e do número de enchentes. Uma consequência devastadora será a perda brutal do habitat de milhões de pessoas. Em consequência, as vastas favelas das grandes cidades acabam servindo como último refúgio para todo esse contingente.

GT: Partindo desse pressuposto, fico me perguntando se podemos considerar essas metrópoles do Sul Global, caracterizadas pela produção e pela reprodução praticamente incessante de assentamentos precários e por espaços sociais altamente segregados decorrentes, em grande parte, de processos de migração rural-urbana, como um tipo de cidade-santuário. Mesmo assim, as condições geralmente encontradas por esses imigrantes nesses “santuários” urbanos não conformam exatamente um ideal de esperança… Nesse sentido, o que seria essa “ressignificação” que você mencionou em relação a cidades-santuário e migrações?

SS: Ah, sim… Você tem razão. Isso remete ao meu argumento de que as grandes cidades são os últimos espaços onde a população expulsa das áreas rurais encontra um lugar para “descansar o corpo” e desenvolver uma subeconomia – como, por exemplo, os bairros de imigrantes. Mas eu não diria que elas exercem a função de santuário. Acho que as grandes cidades estão mais para espaços que não podem ser totalmente controlados por governos ou agentes poderosos que detêm o controle da cidade. Uma cidade-santuário requer uma participação ativa dos locais. E isso é lindo. Estou me referindo, na verdade, a uma espécie de região fronteiriça onde pessoas de mundos distintos se reúnem sem que haja regras de relacionamento previamente estabelecidas. No nosso passado colonial, a fronteira era as franjas do império, e quem aparecia no caminho era basicamente massacrado. Hoje em dia, quase todo pedaço de terra pertence ou é controlado por particulares. A única fronteira realmente capaz de abrigar esses encontros é no interior das grandes cidades, que não podem ser inteiramente controladas.

GT:  Então que papel desempenha a apropriação de terras nesses processos de expulsão humana e migração forçada ao redor do mundo

SS:  Vou responder com um exemplo. Eu examinei duas situações muito graves em duas regiões do mundo bem diferentes – Myanmar e Honduras –, onde a apropriação de terras é um dos fatores mais importantes para explicar a violência e a perseguição, embora a explicação habitual tenda a ignorar esse fato. Uma delas é o caso da perseguição aos Rohingya em Myanmar, que tem sido geralmente interpretado apenas como uma perseguição religiosa e étnica. Meu argumento, ao contrário, é de que, desde 2012, a apropriação de terras começou a ter um papel preponderante nas etapas mais recentes da perseguição aos Rohingya, que já dura séculos. Em Myanmar, os militares vêm se apropriando de terras de pequenos proprietários sem compensação desde os anos 1990, ameaçando a vida dos que tentam resistir. Desde 2012, os militares começaram a vender ou doar terras a empresas estrangeiras para fins de mineração, agricultura, exploração hídrica etc. A apropriação de terras finalmente chegou a áreas mais remotas, onde a maior parte da população Rohingya está concentrada. Tudo isso teve um papel importante na perseguição aos Rohingya. Mais recentemente, e primordialmente, o governo alocou formalmente mais de 1.268.077 hectares da região habitada pelos Rohingya em Myanmar para o desenvolvimento do agronegócio, abrindo toda a região num grau muito além do expresso pelos números oficiais. A religião é, de fato, uma questão, mas a intensificação da expulsão está associada ao desenvolvimento corporativo, e muitas das diversas minorias budistas existentes no território estão entre as que mais perderam terra.

GT: Como estamos terminando, eu gostaria de aproveitar as categorias conceituais que você apresentou – e que tem sido o foco da entrevista – para poder citar um projeto em que você vem trabalhando: a abordagem “pré-método” [“before method”]. Em sua palestra em Cambridge, você defendeu a necessidade de “des-teorizar” categorias já consolidadas, tanto dentro quanto fora da pesquisa acadêmica, para que fosse possível uma “re-teorização” mais robusta. O que significa nos colocar num lugar “pré-método” na análise de processos extremos de extração natural e humana?

SS:  Ah, gostei da pergunta. As variadas condições extremas que estamos discutindo é o que me inspirou a desenvolver uma zona conceitual e investigativa que chamei de “pré-método” [“before method”]. São bem conhecidos os livros sobre “Pós-método”. Foi particularmente prazeroso elaborar a categoria de “pré-método”. Mas no sentido literal. Minha intenção não era fazer um jogo de palavras com o termo “pós-método”. De forma alguma. Uma maneira de ilustrar esse esforço é o fato de que o atual paradigma mundial que teve início nos anos 1980 desarticulou muitas das categorias sociais, econômicas e políticas que eram utilizadas para explicar a era keynesiana anterior no Ocidente. Minha preocupação é, particularmente, com as Ciências Sociais: economia, política, sociedade, justiça, desigualdade, estado, globalização e imigração. São todas categorias poderosas que explicam bastante sobre a realidade que representam. No entanto, as realidades mudaram. Portanto, em termos de pesquisa, o primeiro passo é compreender que precisamos explorar o que categorias com significados tão potentes encobrem ou obscurecem sobre a atualidade, exatamente por serem tão potentes.  Ao longo da minha obra, procurei mostrar que “nacional” e “global” são categorias poderosas que ocultam e revelam fenômenos da atualidade, assim como sua exclusividade mútua. Outro passo importante será dirimir as fronteiras dos celeiros de conhecimento criados nesses 50 anos ou mais de pesquisa nas Ciências Sociais.

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Saskia Sassen é professora de sociologia e membro do Committee on Global Thought [“Comitê de Reflexão Global”] da Universidade de Colúmbia (www.saskiasassen.com). Seu livro mais recente se chama “Expulsões: Brutalidade e Complexidade na Economia Global” (publicado originalmente pela Harvard University Press, em 2014), lançado em 18 línguas. Ela já ganhou diversos prêmios e menções, incluindo múltiplos títulos de Doutor Honoris Causa, palestras específicas abordando sua obra e diversas nomeações como uma das principais pensadoras do mundo. Mais recentemente, ela recebeu o prêmio “Principe de Asturias 2013” em Ciências Sociais e foi consagrada membro da Academia Real de Ciências dos Países Baixos.

Giulia Torino é membro do grupo de pesquisa Cities South of Cancer [“Cidades do Sul Global”] (Martin Centre, Departamento de Arquitetura), fundadora do Urban Network [“Rede de Estudos Urbanos”] do King’s College, juntamente com o professor Matthew Gandy, e fundadora do multidisciplinar Urbanism in the Global South Working Group [“Grupo de Trabalho sobre Urbanismo no Sul Global”]. Em sua pesquisa, ela busca questionar e problematizar o conceito de segregação racial em uma metrópole da América Latina (Bogotá) a partir de uma perspectiva da invisibilidade de afrodescendentes e da teoria da “descolonialidade” latino-americana.

Saskia Sassen e  Giulia Torino — 24 de Novembro, 2017

 

Traduzido por Victor Reichenheim.

 

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